VEREADOR CRIMINOSO : RACHADINHA, FUNCIONÁRIA PAGAVA TERRENO PARA VEREADOR E OUTROS CRIMES PODEM RESULTAR EM PRISÃO DE LEGISLADOR EM PENA DE 37 ANOS

 


O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram, nova operação. O objetivo é combater a chamada  “rachadinha”, a  influência de vereadores em fraudes a processos licitatórios no Poder Legislativo e outros órgãos e apurar a lavagem de valores decorrentes de práticas criminosas.

Várias testemunhas ouvidas, até o caso de uma jovem que era assessora e pagava por fora um terreno de uma chácara adquirida em inúmeras parcelas. Nada estaria errado se o terreno fosse da moça, no entanto era do vereador que a obrigava a pagar o terreno, do contrário ele a demitiria. O legislador a demitiu , pois ela não quis mais pagar as terras do legislador. Detalhe, ela entregou o jogo!

Treze mandados de busca e apreensão e dois de prisão estão sendo cumpridos. Os mandados de prisão se destinam a um vereador e seu chefe de gabinete. As buscas e apreensões são realizadas na residência e em locais onde o vereador teria usado para cercear pessoas e obrigar outras a devolver o dinheiro a ele , na residência do chefe de gabinete e de outros agentes públicos envolvidos e também na sede de uma empresa e na casa de um empresário envolvido. Os nomes dos investigados não foram divulgados. 

"As medidas cautelares deferidas objetivam a colheita de provas da prática de crimes de associação criminosa, peculato, concussão e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas podem chegar a 37 anos de prisão.

Os mandados de prisão e de busca e apreensão, requeridos pelo MP e PC, foram deferidos pela juíza da comarca .

Participam da operação três promotores de Justiça e 58 policiais civis. As investigações feitas pelo MP e pela polícia apontam indícios de que ao menos um vereador recebeu valores oriundos dos salários de assessores parlamentares, ou seja a “rachadinha”, agindo, para a execução dos atos ilícitos, com o auxílio do seu chefe de gabinete e outros integrantes de seu gabinete. 

“Os trabalhos de hoje são o desdobramento da operação ”Contrato Leonino”, deflagrada em dezembro de 2020 pela Polícia Civil da região metropolitana de Belo Horizonte, açoes similares estão programadas em todo o Brasil , e resultado das diligências investigativas realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (GEPP) e Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC)", conclui o MPMG.

No Paraná novas acões estão programadas para acontecer. Os grupos de combate a corrupção estão atentos !!!

 Roberto Lobo , com informações do Jornal O Tempo 

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