Policiais rodoviários do Paraná que cobravam propina e facilitavam tráfico de drogas são presos em operação do Gaeco

 




Policiais rodoviários estaduais, suspeitos de participação em um esquema de propina para liberar a passagem de mercadorias importadas sem o pagamento de impostos, foram presos nesta manhã (quarta, 14) em uma operação do Gaeco. Ao todo, 14 policiais e um vereador de Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná, foram os alvos dos mandados de prisão. Além disso, o grupo também é apontado como responsável por facilitar o tráfico de drogas.

A operação cumpriu 54 mandados de busca e apreensão nas casas de 36 militares e em quatro postos da Polícia Rodoviária Estadual, em Maringá, Iporã, Cruzeiro do Oeste e Cianorte. A ação policial aconteceu em dezoito cidades paranaenses. As investigações apuram um suposto esquema de pagamento de propinas a policiais rodoviários para a permissão da passagem de mercadorias contrabandeadas, além da facilitação do tráfico de entorpecentes. Os policiais também são suspeitos de ficar com parte das mercadorias de pessoas que se recusavam a pagar propina. Dessa maneira, registravam boletins de ocorrência com informações genéricas. Os produtos eram revendidos para estabelecimentos de equipamentos eletrônicos.É apurado, também, o possível favorecimento na indicação de policiais para serviço em postos de fiscalização, em troca do pagamento de propinas. O subcomandante da PMPR, coronel Rui Noé Barroso, relatou que a operação foi resultado de uma investigação que durou cerca de dois anos.

Segundo o MP-PR, entre os alvos também estavam casas de empresários e oito empresas. Os agentes cumpriram 27 medidas cautelares de suspensão de exercício de função. A operação, que também contou com o apoio da Polícia Militar, apura crimes de concussão, corrupção passiva, peculato, prevaricação, falsidade ideológica, lavagem de ativos e eventual receptação realizados por organização criminosa.

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