JULGAMENTO DE MANVAILER APÓS TOMAR PARTE DA NOITE DE TERÇA- CONTINUA HOJE EM GUARAPUAVA

 


A Justiça paranaense retomou o julgamento do biólogo Luis Felipe Manvailer, acusado de ser o assassino da advogada Tatiane Spitzner.

 Ontem O júri popular foi suspenso por uma hora, no início da tarde, para que fosse feito um intervalo para o almoço.

A sessão teve início com a decisão sobre testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação que se recuperam da covid-19. O juiz acatou o pedido para que elas fossem ouvidas por videoconferência.

Na sequência, o júri foi composto, sendo que as quatro mulheres sorteadas foram dispensadas pela defesa de Luis Felipe Manvailer – três delas sem motivo, e uma por ter seguido uma página em rede social que fazia referência ao Caso Tatiane Spitnzer. Ao final da composição, foram escolhidos sete jurados homens.

Como determina o Código de Processo Penal o julgamento começou com os depoimentos das testemunhas de acusação. Pela manhã, o delegado da Polícia Civil Bruno Miranda Maciozek, responsável pela condução do inquérito, respondeu as perguntas do Ministério Público. O depoimento durou perto de 5 horas, tarde e início da noite. A sessão foi encerrada perto das 21h após o depoimento de uma das vizinhas do casal. A sessão de hoje quinta (5) início as 8h30.

E após Esgotadas as testemunhas da acusação, serão ouvidas as testemunhas de defesa, e depois o réu. Posteriormente, acusação e defesa se manifestarão pela última vez, para que então o júri forme um consenso. 

O professor e biólogo Luís Felipe Manvailer responde por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de matar a advogada Tatiane Spitzner por asfixia, jogá-la da sacada do apartamento, recolher e abandonar o corpo dentro do imóvel. O caso aconteceu no dia 22 de julho de 2018, em Guarapuava, na região central do Paraná.

De acordo com a denúncia, Luis Felipe Manvailer matou a advogada após diversas agressões físicas que teriam iniciado durante a festa de aniversário do réu, motivada por mensagens em redes sociais.

Câmeras de circuito interno de monitoramento gravaram Tatiane Spitzner sendo agredida dentro do carro, ainda fora do prédio onde viviam, no estacionamento e no elevador. Após a queda da vítima, do 4º andar, o réu busca o corpo, leva ao apartamento, limpa os vestígios de sangue no corredor e elevador e foge do local por uma saída alternativa do estacionamento.

Luis Felipe Manvailer nega que tenha matado a ex-companheira e afirma que a família da advogada influenciou testemunhas.

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