Luciana questiona governo sobre habilitação de hospital filantrópico para ampliação dos leitos de Covid-19 em Guarapuava

 


A deputada estadual Luciana Rafagnin (PT) protocolou na sessão remota da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) desta terça-feira (13) um pedido de informações dirigido ao secretário de estado da Saúde, Beto Preto, sobre a habilitação do Hospital Santa Tereza, de Guarapuava, para atendimento a pacientes de Covid-19 na região central do estado. A instituição, embora não possua em seu quadro profissional médico intensivista e por esse motivo não está habilitada pela SESA para receber recursos do programa de enfrentamento à doença, vem atendendo pacientes de Covid-19, que são encaminhados para lá pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da região, ou seja, integram também o esforço da sociedade para desafogar a demanda do próprio sistema de saúde.

A fim de dar conta dessa atenção emergencial e necessária, diante da alta taxa de ocupação dos leitos hospitalares nessa pandemia, e visando garantir o direito constitucional à saúde pública da população, o Hospital Santa Tereza tem disponibilizado 20 leitos de enfermaria e cinco de UTI, em ala separada, aos pacientes da Covid-19. Mas não recebe nenhum recurso do governo do estado para esse fim e a instituição filantrópica tem arcado sozinha, em dificuldades financeiras, com os custos decorrentes tanto da manutenção dos leitos quanto do tratamento dos pacientes.

“Nesse sentido, cabe-nos solicitar informações (...) e também orientações para que a situação seja regularizada , tendo em vista a crise provocada pela pandemia do coronavírus e a urgência em se manter, adequadamente, leitos de UTI e de enfermaria aos pacientes, já que os hospitais de Guarapuava atendem 20 municípios da região”, diz o texto do requerimento protocolado pela deputada Luciana.

Para a vereadora de Guarapuava, Cris Wainer (PT), “o hospital filantrópico está atendendo pacientes da Covid-19 sem receber por isso e atende porque o sistema de saúde demanda essa assistência”. “Não pode simplesmente ver as pessoas morrerem sem tentar socorrer. O serviço está sendo prestado e um hospital que já vinha gritando por socorro financeiro, neste momento, sabe que a prioridade é salvar vidas. O governo precisa oferecer as condições para que este serviço continue a ser prestado em favor da população da região”, disse.



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