GOVERNO DO PARANÁ NO ULTIMO ANO NÃO PREPAROU-SE E AGORA ALTA DEMANDA DE GÁS HOSPITALAR PROVOCA CRISE DO OXIGÊNIO

 


A gigante  demanda por oxigênio causada pela transmissão acelerada do coronavírus no Paraná, que deveria ser prevista, no ano inteiro de evolução do vírus e não foi,  abriu a corrida dos municípios para abertura de usinas de produção própria do gás hospitalar. A crise não é na produção de oxigênio, e sim na falta de cilindros para o envasamento, o que levou o governador  Ratinho Jr (PSD) a requisitar o envio dos tubos usados no colapso de Manaus (AM) em fevereiro para ajudar os hospitais do Paraná.

“O problema do suporte do oxigênio não é pela questão do gás, mas pela infraestrutura”, confirmou o presidente da Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar), Rangel Silva, em explanação da situação financeira das unidades de saúde à Frente Parlamentar do Coronavírus na Assembleia Legislativa semana passada.

Como a demanda está muito alta, os hospitais estão sem cilindros reservas. Dessa forma, o paciente corre o risco de ficar sem oxigênio no período em que o tubo é reabastecido. Como aconteceu no último fim de semana em Clevelândia, município de 17,2 mil habitantes na região Sudoeste do estado. Como Clevelândia reenvasa seus cilindros na vizinha Pato Branco e na cidade catarinense de Chapecó, respectivamente a 50 km e 115 km de distância, os pacientes correram risco de ficar sem o suporte respiratório no reabastecimento.

Situação que só foi contornada pela mobilização de cervejarias que pararam suas produções para ceder o oxigênio de suas fábricas, além de mobilizarem a população a também emprestar cilindros ao hospital. 

Em Ponta Grossa, o vereador Léo Farmacêutico (PV) solicitou à Câmara Municipal que envie moção de apelo para a prefeitura instalar uma usina de oxigênio diante do aumento de quase 300% no consumo do Hospital Regional. Quinta-feira (18), a cidade nos Campos Gerais entrou em lockdown, não só com o fechamento do comércio e outras atividades não essenciais, mas inclusive com a paralisação do transporte coletivo.

“Este aumento no consumo de oxigênio se configura como um padrão preocupante, pois se as previsões sobre a nova variante do vírus se confirmarem, as quais demonstram uma maior transmissibilidade do vírus, em breve teremos um desabastecimento generalizado de oxigênio medicinal”, alerta o vereador ponta-grossense no pedido.

Em Foz do Iguaçu, o sistema de saúde está sobrecarregado não só pelos pacientes da própria cidade, mas também os vindos do Paraguai. No Hospital Municipal, a cada três pessoas com coronavírus atendidas, uma é do país vizinho, seja brasileiro que mora no outro lado da fronteira ou mesmo cidadão paraguaio.

Dessa forma, o armazenamento de oxigênio já havia sido duplicado em fevereiro, com a instalação de um novo tanque, passando de 9,7 metros cúbicos para 18,5 metros cúbicos. Mesmo assim, a prefeitura vai ter que reforçar a capacidade com mais dois novos tanques.

Como não aconteceu esta previsão, agora o governo apela aos empresários para ajudarem, o que vem causando diversos comentários do empresariado, que é obrigado por ecreto a parar de trabalhar, sem parar de pagar impostos e quando o calo do governo aperta, ainda é convocado a ajudar !!!


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