Em Guarapuava, 76,6% dos presos das penitenciárias Estadual e Industrial do município estão matriculados em programa de estudo



 

O Setor de Educação e Capacitação do Departamento Penitenciário do Paraná(Depen-Pr) tem usado da tecnologia para dar continuidade aos atendimentos educacionais nas unidades prisionais do Estado. Além do ensino à distância por videoconferências, algumas unidades têm buscado meios de dar continuidade aos estudos de maneira segura.

Na Penitenciária Estadual de Guarapuava, os alunos são levados até as salas de aula, com a distância necessária, e por meio de uma câmera

a professora acompanha as atividades de forma simultânea. Depois, as atividades feitas são encaminhadas para a professora, após todas as medidas de higienização necessárias.

Em Guarapuava, 76,6% dos presos das penitenciárias Estadual e Industrial do município estavam matriculados em algum programa de estudo no mês de setembro. Além destas unidades, penitenciárias e cadeias públicas de outras regionais, como Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá, também mantém as atividades educacionais, principalmente o Programa de Remição pela Leitura, que teve participação de 1.739 detentos no mês passado.

Em todo o Paraná, no último mês, 3.502 presos estavam matriculados na educação básica, ou seja, nos ensinos fundamental e médio. No caso dos projetos educacionais, os presos que participam das atividades podem reduzir a pena de duas formas.

Uma delas é o Programa de Remição pela Leitura, no qual os presos têm direito à redução de quatro dias da pena após ler um livro e entregar uma resenha, atividade desempenhada sob supervisão de professores de Língua Portuguesa e de Pedagogia da rede estadual de ensino. Em um ano, o interno pode reduzir até 48 dias de pena.

Outra maneira é a participação em atividades curriculares, como o ensino básico. Neste caso, os alunos presos precisam de 12 horas de frequência escolar, divididas, no mínimo, em três dias, para reduzir um da pena.





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