MAIS DE 470 PRESOS CONFIRMADOS COM COVID - 19 NO PARANÁ

Pelo menos 471 presos foram diagnosticados com o coronavírus no Paraná, desde março, conforme dados divulgados hoje (06) pelo Departamento Penitenciário do Estado (Depen). Do número de contaminados, 423 estão recuperados. Uma parte deles estava custodiada em duas cadeias públicas: em Toledo (142 casos) e Marechal Cândido Rondon (103 casos); e outros 102 estavam na Penitenciária Estadual de Piraquara I. Entre os servidores, de penitenciárias e cadeias públicas, há 164 confirmações e, destes, 116 já estão recuperados. Ao todo, são 33 mil detentos no estado, divididos por 33 penitenciárias e 37 cadeias.

Além dos casos confirmados, o Paraná contabiliza três mortes em decorrência da Covid-19 no sistema prisional. A primeira delas foi em 12 de julho, quando o ex-deputado federal Nelson Meurer, condenado pela Lava Jato, morreu após complicações causadas pelo vírus. Ele estava preso na Penitenciária de Francisco Beltrão, na região sudoeste. Na mesma penitenciária, morreu ontem (05), outro detento. E na terça-feira (4), um agente penitenciário não resistiu à doença e faleceu após ficar cinco dias internado em Curitiba.

Para o Sindicato dos Policiais Penais do Paraná (Sindarspen), com o registro da primeira morte de um servidor e o aumento de casos, é preciso ser feita uma testagem em massa em todas as unidades penais do estado. Segundo o vice-presidente do sindicato, Ricardo de Carvalho Miranda, a testagem pode ajudar a isolar pontos críticos de contágio

Em nota, o Depen afirmou que até ontem (05), 2,6 mil testes, entre rápidos e moleculares, haviam sido feitos entre presos e servidores no Paraná. Informou ainda que os agentes que têm contato direto com presos com suspeita ou confirmação da doença utilizam equipamentos como máscara, óculos e capa.

Além disso, o departamento disse que mantém um protocolo de recebimento de presos em que eles passam por avaliação de saúde, que inclui medição de temperatura e resposta a um questionário de doenças pré-existentes e demais comorbidades. Se não apresentar sintomas, o preso permanece na unidade e fica em isolamento preventivo de 14 dias. Caso algum sintoma apareça, ele é transferido imediatamente para unidades de isolamento.

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