Golpista do Whatsapp se dá mal e Polícia Civil coloca o safado atrás das grades

         Operação coordenada pela competente Delegada Ana Carolina Hass 


A Seção de Estelionatos da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava, coordenada pela competente Delegada Ana Carolina Hass de Miranda Castro, com o apoio dos policiais da cidade de Palmeiropolis/Tocantins obtiveram êxito na solução de um Golpe de WhatsApp com vítima aqui de Guarapuava. O golpista foi preso em flagrante logo após ter conseguido lucrar ilicitamente na cidade e os valores depositados pela vítima foram bloqueados na conta do estelionatário.

A Polícia Civil explica como o crime ocorre e dá algumas dicas para as pessoas ficarem atentas.
COMO O CRIME OCORRE:
O crime ocorre quando o estelionatário entra em contato com uma pessoa que normalmente fez um anúncio na OLX ou outro site similar e se passa por funcionário da plataforma e responsável pela validação de anúncios. Em seguida alega que enviou um código para o celular do anunciante o qual será utilizado para validar o tal anúncio. No entanto, esse código na verdade é para configurar o WhatsApp em outro celular ou computador que está em posse do estelionatário. A partir do momento em que a pessoa fornece o código, ela perde todo o acesso ao aplicativo WhatsApp e o estelionatário passa inúmeras mensagens para amigos e familiares da pessoa que forneceu o código e fazendo-se passar por ela, solicita depósitos em contas diversas alegando situações emergenciais. Os amigos e familiares acreditando que quem mandou a mensagem é a pessoa que teve seu WhatsApp “clonado” acabam por depositar o dinheiro.
Dicas para escapar do Golpe:
1 - instale a confirmação em duas etapas em seu aplicativo WhatsApp;
2 - NUNCA passe códigos ou senhas de qualquer natureza para NINGUÉM;
3 - Se receber mensagens de amigos ou familiares solicitando depósitos por quais motivos forem, NÃO deposite e ligue para a pessoa, visando certificar-se que ela não foi vítima da “clonagem do aplicativo”.
COMO PROCEDER SE FOR VÍTIMA DESTE GOLPE:
Se de nada adiantou tais informações e você não tinha a confirmação em duas etapas em seu WhatsApp e forneceu o código de validação para um estranho. Elabore o Boletim de Ocorrência o mais rápido possível (tal ferramenta está disponível também no site da Polícia), e avise imediatamente seus amigos e familiares pelas redes sociais ou ligue para alertá-los. Dessa maneira, poderá evitar que transações financeiras sejam feitas para a conta dos golpistas.
Em seguida, tente recuperar sua conta. Como o mais comum é aplicarem o golpe utilizando um celular, você poderá desconectar os criminosos entrando novamente no aplicativo com seu número de telefone e confirmando, somente no WhatsApp, o novo código enviado. Ao digitá-lo, quem estiver usando a sua conta será desconectado automaticamente.
Entretanto, caso os criminosos tenham ativado a “confirmação em duas etapas” primeiro, eles serão desconectados, mas a sua conta só poderá ser acessada por você após sete dias.
Se você suspeitar que eles estejam utilizando o WhatsApp Web - extensão para utilizar o aplicativo no computador -, desconecte-os também acessando as Configurações/Ajustes > Conta > WhatsApp Web/Desktop > Sair de todos os computadores.

Para mais informações sobre o uso do WhatsApp, acesse o FAQ (perguntas frequentes) ou entre em contato com a empresa por meio do seu aplicativo, clicando em Configurações/Ajustes > Ajuda > Fale Conosco.
No entanto se você foi a pessoa que realizou o depósito para o estelionatário acreditando estar ajudando um amigo ou familiar, também deverá elaborar o Boletim de Ocorrência e entrar em contato IMEDIATAMENTE com o Banco para o qual realizou a transferência (cada instituição tem um regulamento interno diferente para lidar com o problema) e se informe sobre quais documentos é necessário para efetuar o bloqueio administrativo dos valores depositados. (Normalmente BO e o comprovante de depósito). E lembre-se que caso necessário, os órgãos competentes estão prontos para auxiliá-lo, mas a prevenção e precaução sempre serão os melhores remédios para evitar tais “dores de cabeça”.




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