sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

PAPEL A BASE DE ESTERCO ESTÁ SENDO PRODUZIDO NO PARANÁ


Uma empresa no interior do Paraná desenvolveu uma técnica inovadora para a fabricação de papel. O produto é feito com esterco bovino! É isso mesmo!
A ideia surgiu porque na região de Castro, nos Campos Gerais, onde está localizada a empresa, muitas áreas são destinadas para a produção de leite e aí nasceu a necessidade de dar um destino mais “nobre” para os dejetos dos animais. Depois de alguns testes, foi identificado que era possível extrair uma significativa quantidade de fibra deste esterco. A empresa buscou o Senai para viabilizar a transformação do material em celulose.

De acordo com o diretor da empresa que viabilizou a pesquisa, Alexandre Guedes, a produção do papel com esterco é muito semelhante a que é feita a partir da madeira, só que com um diferencial: a vaca é quem auxilia no processo.
O processo de produção de papel com esterco não é novidade, já é feito há muitos anos, mas de forma artesanal. O projeto paranaense é inovador porque é capaz de produzir em larga escala. No primeiro momento, o esterco é lavado para a remoção de microrganismos. Depois de passar por uma fase de tratamento químico, as fibras de celulose são extraídas e o material já pode ser utilizado para a fabricação do papel. Ele poderá ser usado em vários tipos de embalagens – como papel de proteção de sapatos e peças, preenchimento de papel cartão, bem como para a confecção de papel higiênico, folhas de jornal, cadernos, entre outros.
No entanto, a dúvida que fica é: será que esse papel tem cheiro?
O projeto já está em fase de estudo para implantação. A intenção é começar a produzir em larga escala nos próximos anos. Produtores de leite da região de Castro já estão sendo orientados a separar o material orgânico, com equipamentos específicos.
A iniciativa vai ajudar a reduzir impactos causados pelo excesso de dejetos bovinos que acabam saturando o solo. Estima-se que cada animal da indústria leiteira produza cerca de 45 quilos de esterco por dia. O projeto beneficia o meio ambiente, evitando a poluição do solo e diminuindo a emissão de CO2 pela decomposição deste material.
Reportagem: Juliana Goss

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