sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Gastos com novos cargos geram impacto milionário ao Estado




Proposta já tramita na Assembleia Legislativa e deve ser votada em breve pelos deputados estaduais


O Projeto de Lei 594/2019 de autoria do Governo Estadual que começa a tramitar na Assembleia Legislativa tem causado preocupação entre os deputados de oposição. No intuito de fiscalizar o Executivo, os parlamentares chamam atenção para a proposta que pretende incorporar a Emater, o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) e a Codapar ao IAPAR, transformando tudo num único Instituto do Desenvolvimento Rural do Paraná.
Porém, o projeto também autoriza a criação de 45 funções de gestão pública no âmbito da Casa Civil. Para Requião Filho (MDB) a conta da economia vendida pelas manchetes do Governo não fecha.

“Cria um custo maior que se sobrepõe a economia anunciada. Pelo cálculo aproximado que fizemos, representaria a perda em torno de 3,5 milhões de reais por ano e mais encargos, ao invés da redução de gastos que estão divulgando. Tudo isso com dinheiro público! Para quê criar novas funções gratificadas para a Casa Civil se isso gera um impacto tão grande?”, questionou.

O Projeto ainda precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e deve ser analisado pelos deputados em plenário, em breve. Para os oposicionistas, se não houver a retirada do artigo 12 que autoriza a criação dos 45 novos cargos, não há como aprovar o projeto do jeito que está.

“Ainda vamos analisar cuidadosamente, mas ao que tudo indica é mais um ‘jabuti’, que alguém colocou no meio de tudo para passar despercebido e precisamos descobrir o porquê disso”

Requião Filho também critica o excesso de decisões mal pensadas do Governo Estadual que “vão e vem”, segundo ele, criando manchetes positivas na mídia, mas seguidas de recuos sem qualquer divulgação.
“Nós começamos o ano com o anúncio de uma reforma administrativa, em que eles saíram dizendo aos quatro ventos que estariam cortando cargos comissionados e enxugando a máquina. Mas nunca explicaram o impacto que isso representaria na economia, nem quantos cargos de quantos outros seriam extintos. Fora isso, não passou muito tempo, eles recuaram e disseram que só extinguiriam estes cargos em dezembro. Agora, nem bem começamos o segundo semestre e já estão criando novos cargos. Aos poucos, este governo vai mostrando a que veio. Apenas mais do mesmo, uma continuação do Governo Beto Richa que tanto assolou a economia paranaense”, afirmou.

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