segunda-feira, 22 de abril de 2019

Ministério Público pede júri popular para Manvailer, acusado de jogar esposa de prédio em Guarapuava



Em alegações finais, apresentadas nesta segunda-feira (22), na ação penal que apura a morte da advogada Tatiane Spitzner, em julho do ano passado, o Ministério Público do Paraná pede que Luis Felipe Manvailer seja levado a júri popular.

Além disso, o MP pede que a prisão preventiva do réu seja mantida já que não houve modificação das circunstâncias que levaram a decretação da custódia. Manvailer é acusado dos crimes de feminicídio, cácere privado e fraude processual. Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair do 4º andar do prédio em que morava em Guarapuava, na região central do Paraná.
De acordo com a denúncia, Luis Felipe matou a esposa após diversas agressões físicas que teriam iniciado após um desentendimento ocorrido em virtude de mensagens em redes sociais, agindo por motivo fútil e desproporcional.
O réu foi interrogado em março deste ano, mas durante a audiência optou por permanecer em silêncio. Manvailer fez apenas uma breve declaração, negou que tenha matado a esposa e afirmou que a família da advogada influenciou algumas testemunhas. Para Luis Felipe, as testemunhas que foram influenciadas disseram na delegacia que ouviram Tatiane gritando durante a queda e que mudaram o depoimento nas audiências. 
As agressões contra a advogada Tatiane Spitzner foram registradas por câmeras de segurança do prédio onde o casal morava. Os promotores Dúnia Serpa Rampazzo e Pedro Henrique Brazão também afirmam que o laudo da perícia aponta que Manvailer teria enforcado a vítima. Sobre o cárcere privado, a denúncia narra que Luis Felipe impediu, mediante violência, que Tatiane se afastasse, por pelo menos três vezes, restringindo a liberdade de locomoção da vítima, conforme as filmagens do circuito interno de câmeras do edifício.
A denúncia sobre o crime de fraude processual ocorre porque o acusado tentou adulterar a cena do crime. As imagens do circuito interno mostram que Luis Felipe Manvailer recolheu o corpo da vítima após a queda, levou até o apartamento e depois limpou o chão e elevador que ficaram sujos de sangue.

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA
LIGUE JA