quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Apresentadora de TV é presa por suspeito de homicídio


Uma apresentadora de TV a cabo foi presa na segunda-feira (17) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ela é suspeita de ter matado a transexual Gaby Scheifer, de 19 anos, no dia 23 de junho deste ano. Os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal.
A delegada responsável pelo caso, Tânia Sviercoski, da Seção de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial, informou que o nome da suspeita será divulgado apenas se a prisão temporária for convertida em preventiva.

Assassinato da transexual Gaby Scheifer em Ponta Grossa

De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no Km 165 da BR-373.
Na ocasião, Gaby foi atingida por dois disparos de arma de fogo e ao tentar pedir socorro na rodovia, acabou sendo atropelada por um veículo. Ela foi encontrada morta por volta das 22h30. Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a causa do óbito foi o atropelamento.
A condutora do veículo parou para prestar socorro e aguardou a chegada da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Submetida ao teste de bafômetro, foi constatado que ela estava sóbria.

Investigação que levaram a polícia até a apresentadora de TV

Ainda conforme a polícia, a prisão da apresentadora de TV foi solicitada após testemunhas informarem que, horas antes de Gaby ser encontrada às margens da rodovia, a suspeita havia sido vista forçando a vítima a entrar em seu carro.
Em entrevista ao Portal A Rede, de Ponta Grossa, a apresentadora que também é transexual negou o crime e afirmou ser inocente. Segundo ela, ela é perseguida por possuir um pensionato que abriga em sua maioria transexuais que trabalham com prostituição no centro da cidade. “ Tem muita opressão da sociedade pelo fato de elas trabalharem naquela região do cemitério, a opressão é muito grande. Acontece que toda essa opressão vem em cima de mim porque eu tenho esse pensionato aberto”, contou.
“Eu to sendo acusada hoje, me surpreende porque a Gaby era uma pessoa que eu tanto queria bem. [..] As pessoas que trabalhavam com a Gaby e moravam com ela sabem o tanto de carinho que eu tinha por ela e que sou inocente” disse a mulher chorando.
*Com informações de A Rede

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