segunda-feira, 27 de agosto de 2018

MP-PR nega suspensão do processo que investiga a morte de Tatiane Spitzner


A juíza Paola Gonçalves Mancini, da 2ª Vara Criminal de Guarapuava, negou o pedido de suspensão do processo que investiga a morte de Tatiane Spitzner. O requerimento havia sido formulado pela defesa de Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a sua esposa; ele responde pelos crimes de homicídio qualificado, cárcere privado e fraude processual.
Em sua decisão, a juíza afirma que a acusação é "precisa, coerente e certa, especificando os fatos imputados ao réu e possibilitando o perfeito exercício da ampla defesa, eis que a inicial acusatória é bem clara ao imputar a Luis Felipe a prática de agressões físicas e arremesso da vítima da sacada do apartamento".
No pedido de suspensão, os advogados de Manvailer haviam alegado que a denúncia era incerta sobre a causa da morte da vítima, o que dificultava a delimitação da tese de defesa.
A juíza ainda ressalta que a acusação é clara ao definir que a Tatiane morreu devido aos ferimentos causados pela queda, e também sofreu asfixia. “[...]  a denúncia imputa ao denunciado duas condutas que teriam, em tese, sido praticadas por este, sem que uma exclua a outra”, argumenta.
Os advogados de Manvailer possuem mais dez dias para apresentar a defesa preliminar.
OUTRO LADO
A defesa técnica de Luis Felipe Manvailer afirmou que a manifestação do Ministério Público sobre o pedido de suspensão foi tardia. Em nota oficial, ainda questiona o argumento de que a queda e a asfixia foram as causas da morte de Tatiane Spitzner, argumentando que isso seria “impossível”.
“ A defesa reitera ainda que a suspensão do processo até que as provas periciais sejam juntadas é primordial para que a justiça possa ser feita de acordo com o bom andamento das doutrinas da lei”, finaliza a nota.

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