quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Em mensagens com amiga, advogada morta em Guarapuava reclama do comportamento do marido



A defesa do professor Luís Felipe Manvalier alega que as cópias de mensagens entre Tatiane Spitzner e uma amiga não têm valor legal. A conversa foi anexada no processo que investiga a queda da jovem do quarto andar do apartamento onde morava, em Guarapuava, região central do Paraná.
No bate-papo do WhatsApp, a advogada reclama para uma amiga que era humilhada, criticada e que não conhecia a pessoa que estava ao lado dela. Ela também disse que queria o divórcio, mas precisava de coragem para encarar a situação. A defesa de Manvalier afirma que as conversas divulgadas estão fora de contexto e que o conteúdo só terá valor jurídico após o celular de onde supostamente as mensagens foram extraídas passar por uma perícia.  Sem o procedimento, as mensagens não passam de informações fora de contexto e sem valor legal, de acordo com os advogados dele.
Ontem (31), Luís Felipe foi indiciado pela Polícia Civil pela morte da esposa. O caso aconteceu no dia 22 de julho. O marido foi indiciado por homicídio qualificado, motivo torpe, uso de meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e condição do sexo feminino, o chamado feminicídio. Manvalier também foi indicado por ter retirado o corpo da jovem do local e apagou as marcas e manchas de sangue o elevador e do hall do quarto andar.
Ele vai responder também pelo furto do carro de Tatiane por ter
utilizado o veículo, segundo a polícia, para fugir sentido fronteira com o Paraguai. O delegado Bruno Miranda Maciozeki garante que possui provas concretas contra o suspeito. (
O delegado afirma que o suspeito ainda retirou o corpo do local da queda e apagou as manchas e marcas de sangue na entrada do edifício, para dificultar a perícia e induzir peritos e juiz ao erro. A polícia aguarda resultados de exames complementares, entre eles o que pode identificar a causa da morte da advogada. Manvailer nega as acusações. Ele foi preso no mesmo dia, horas depois, após bater o carro em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. A defesa ainda não se pronunciou sobre o indiciamento.

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