terça-feira, 31 de julho de 2018

REVIRAVOLTA? Irmão de suspeito pela morte de advogada presta depoimento; testemunha afirma que viu mulher ameaçar se jogar da sacada

Jornal Nacional da Rede Globo, divulgou trechos do depoimento de uma outra testemunha,
 que afirma ter visto Tatiane “com uma das pernas para fora da sacada debruçada sobre o parapeito

Amigos e familiares da mulher dizem que ela queria o divórcio, mas ele não aceitava. O MP deve se posicionar sobre o caso logo após a entrega do inquérito à justiça.

Os laudos do IML do corpo de Tatiane Spitzner ainda não estão finalizados. Os resultados dos exames toxicológico e anátomo-patológicos ainda não foram encaminhados para a Delegacia de Guarapuava. Mesmo assim, o inquérito do caso deve ser encaminhado à justiça ainda hoje (31). Ontem à tarde, o irmão de Luis Felipe Manvailler, André Manvailler prestou depoimento. Ele falou por mais de uma hora e disse que o irmão “nunca foi violento, nunca se envolveu em brigas, confusões, vivia a vida dele e se dedicava à família e aos estudos”.
Segundo os advogados do professor, a defesa já teve acesso ao inquérito e a família do suspeito está contribuindo com as investigações. Eles visitaram Manvailler na Penitenciária Industrial de Guarapuava, onde ele está detido preventivamente. O professor é acusado de ter jogado a esposa do 4º andar do prédio onde o casal morava, aqui em Guarapuava. Ele recolheu o corpo da mulher na calçada e levou de volta para dentro do apartamento antes de fugir. Os dois teriam brigado minutos antes da ocorrência.
A polícia ouviu 18 pessoas entre vizinhos, familiares e amigos do casal. Testemunhas afirmam que ouviram uma discussão e pedidos de socorro da mulher na noite da morte dela, 22 de julho.
Ontem à noite, o Jornal Nacional da Rede Globo, divulgou trechos do depoimento de uma outra testemunha, que afirma ter visto Tatiane “com uma das pernas para fora da sacada debruçada sobre o parapeito, ameaçando se jogar”. O vizinho do casal, que mora em frente ao prédio, disse que viu a movimentação no apartamento durante a madrugada e que a mulher “desistiu da intenção e retornou para a sacada”. Minutos depois, ele teria ouvido um “barulho na rua, como se fosse um objeto caindo”. Ele teria então descido e se deparado com a mulher caída, com sangue no chão.
Ainda segundo o depoimento, o vizinho tentou ligar para o socorro médico, mas Manvailler disse“não adianta, ela já está morta” e levou o corpo para dentro do prédio. No decorrer das investigações, a promotora do Ministério Público que acompanha o caso, Dúnia Rampazzo, disse que há claros indícios de que o relacionamento de Manvailler com a esposa era abusivo e opressor. Amigos e familiares da mulher dizem que ela queria o divórcio, mas ele não aceitava. O MP deve se posicionar sobre o caso logo após a entrega do inquérito à justiça.

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