segunda-feira, 16 de julho de 2018

CROSP alerta para perigos do câncer bucal, enfermidade que causa aproximadamente 13 mortes por dia


Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 600 mil casos de câncer, em todas as suas formas, são projetados para 2019. O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) alerta para o fato de que o câncer de boca mata cerca de cinco mil brasileiros anualmente - são mais de 13 mortes por dia. É essencial, aponta o Conselho, conhecimento acerca dos fatores de risco e de como esse tipo de câncer se dá na população.

O tabaco (cigarro) é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de boca, quando associado ao álcool este risco aumenta ainda mais.  O vírus do papiloma humano (HPV) está relacionado ao câncer da região posterior da boca, nas amígdalas e base da língua. Já o câncer de lábio aparece frequentemente no lábio inferior e sua principal causa é a radiação solar. A doença ocorre, frequentemente, no lábio, borda de língua, assoalho da boca, e garganta. Além disso, tem maior ocorrência em homens do que em mulheres e atinge principalmente pessoas acima de 40 anos de idade.

O carcinoma epidermóide ou espinocelular, aquele que se encontra no epitélio de revestimento da boca, é o mais comum, representando aproximadamente 90% dos casos, segundo o cirurgião-dentista Fábio de Abreu Alves, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP. Outros tipos de câncer bucal também podem surgir, como o adenocarcinomas, aqueles tumores malignos que se originam nas glândulas salivares, sarcomas e linfomas.

No caso de maior incidência, carcinoma epidermóide, os pacientes dificilmente têm muitas queixas em sua fase inicial. Em geral, os sintomas são facilmente confundidos com pequenas inflamações e tratados de maneira errônea, o que aumenta a taxa de mortes por causa de diagnósticos tardios. Nesse caso específico, as reclamações são sobre desconfortos discretos e ardência.

Feridas nos lábios, inchaços na bochecha, perda de sensibilidade, manchas brancas ou vermelhas, dificuldade de mastigar ou engolir alimentos, mudanças na voz, alterações da cor da mucosa da boca e feridas que não cicatrizam são alguns dos sinais mais comuns. Como os principais fatores de risco são tabaco e álcool, não fumar e consumir moderadamente bebidas alcoólicas são as formas básicas de prevenção.  “Devemos também nos preocupar em manter a higiene da boca e ter alimentação saudável, consumindo frequentemente frutas e verduras”, afirma o cirurgião-dentista. “Qualquer alteração que o paciente perceber é razão para procurar um cirurgião-dentista. O estomatologista é o principal especialista para diagnóstico das doenças da boca”, explica Alves.

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