sábado, 30 de junho de 2018

Xixi de bebê pode curar rins de adultos: tem poder!


Bebês têm a capacidade de salvar vidas pelo xixi. O segredo está nas células-tronco encontradas na urina de recém-nascidos.
Quando estão na fase embrionária, essas células podem se transformar em qualquer parte do corpo humano. Como retirar células-tronco de embriões envolve grandes polêmicas, os cientistas buscam fontes menos invasivas desse material: dentes, gengiva e, agora acharam na urina.
Pesquisadores da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, encontraram grandes quantidade de células-tronco na urina de bebês que nasceram entre a 31ª e a 36ª semana da gravidez.
Essas células não são tão poderosas quanto as embrionárias, porque já têm características específicas do órgão de onde vieram, o rim. Mas isso já é suficiente para regenerar completamente os rins de adultos.
Motivo
O rim é um dos últimos órgãos a terminar de se formar no corpo do bebê — fica se desenvolvendo até a 34ª semana, bem perto do parto.
Quando um bebê nasce prematuro, o órgão ainda está em formação e o xixi dos bebês fica repleto de células-tronco.

Se o bebê se desenvolve normalmente, a quantidade de células-tronco na urina é menor e as células já não têm o mesmo potencial de transformação.
Mesmo adultos ainda possuem células-tronco na urina, mas são poucas e estão em um estágio de diferenciação avançado. Assim, o potencial terapêutico é bem menor.
Os testes
Os cientistas testaram a capacidade de regeneração das células do xixi dos prematuros e ficaram impressionados.
Eles usaram uma droga tóxica contra as células renais de um adulto e todas elas morreram.
Depois, acrescentaram células-tronco da urina ao experimento e elas criaram uma rede de proteção às células adultas, regenerando o tecido.
Com esses resultados, os pesquisadores pensam em duas aplicações principais para as células que vêm do xixi dos prematuros.
A primeira são os rins para transplantes. Com as células-tronco, é possível regenerar o tecido desses órgãos.
Além disso, eles esperam desenvolver um tratamento para recuperar os rins do próprio paciente, e aí o transplante nem seria necessário.
Com informações da Super e JASN

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