O inquérito que apura repasses da Odebrecht a campanhas eleitorais de Beto Richa no Paraná ainda não deixou o STJ após ele sair do governo. É o INQ 1181, aberto depois que executivos da empreiteira delataram ter feito doações ilegais às campanhas do ex-governador de 2010 e 2014. Com a perda do foro, o inquérito deve cair nas mãos do juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Criminal de Curitiba.
Cabe ao ministro Og Fernandes, do STJ, determinar a baixa dos autos para a primeira instância.
Advogados de Richa, no entanto, buscam meios jurídicos para dar ao INQ 1181 o destino da Justiça Eleitoral, com base no precedente de que foi beneficiado o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que se livrou da Lava Jato. Alckmin também teria recebido recursos em caixa 2 repassados pela mesma Odebrecht.