sexta-feira, 30 de novembro de 2012

COAÇÃO TORTURA PSICOLÓGICA E SEQUESTRO NO PINHÃO FORAM DESVENDADOS PELA 14ªSDP

(Foto: Divulgação)


Os crimes de seqüestro com  cárcere privado cometidos contra uma família do município de Pinhão  em 2010  foram finalmente desvendados   pela Polícia Civil de Guarapuava, após 11 meses de intensa investigação . Os investigadores da 14ª SDP  realizaram simulações nos locais onde as pessoas ficarão presas , por oito meses, homem, esposa, filha e neta todos  Sob ameaças.  As vítimas foram obrigadas a   transferir  seus bens para  bandidos, incluindo uma fazenda de 170 alqueires, avaliada em R$ 32 milhões.


Segundo a Polícia Civil , o polemico caso  foi registrado  em  janeiro e agosto de 2010. A família explicou a PC  teve que  mudar-se  para uma casa de propriedade dos bandidos. Os famliares ainda disseram que foram  iludidos  por uma proposta de negócio feita por eles.

De acordo com o delegado Ítalo Biancardi Neto, o dono da fazenda tinha o interesse de aumentar seu patrimônio, de uma forma ainda não  fornecida com detalhes pela investigação.


 Não foi fácil para que as  vítimas dos golpistas percebessem que estava sendo profundamente lesadas . Foram meses para os membros de a família descobrirem que estariam sendo vitimas de um grande golpe e ai não tinham mais meios para  escapar.

O delegado Chefe da 14 SDP, explicou a imprensa que as vítimas teriam sido acuadas, ficando sob vigilância de armas e capangas. Algo terrível.  Foram dois meses e meio, as vítimas estavam sendo  submetidas a coações e ameaças, sob a vigilância de capangas armados e de um ‘testa de ferro’ do articulador ou mandante do esquema criminoso”, explicou
Enquanto em uma propriedade o  pai da família estava preso em um   cativeiro  no bairro Industrial de Pinhão longe de  sua  esposa, filha e neta, uma criançinha com apenas  dois anos de idade. Temendo por sua vida e familiares o cidadão  assinou  inúmeros  documentos para  transferência de terras, tudo a força e ameaçado por armas  dos bandidos.


Na outra propriedade usada como cativeiro, as mulheres eram submetidas a torturas psicológicas. Elas saíam do local apenas para emergências, como atendimento médico, e sempre escoltadas por capangas. Como a casa fica num local afastado, não houve qualquer suspeita na época.

A única suspeita teria partido do arrendatário da fazenda de 170 alqueires. Como tinha o direito de compra, ele se surpreendeu ao saber que as terras haviam sido adquiridas por outra pessoa. A partir de então, passou a depositar em juízo o valor da retribuição ao proprietário.


As investigações sobre o crime foram intensificadas no início deste ano, quando a Polícia Civil conseguiu reunir testemunhas. Acompanhados delas e das vítimas, os policiais estiveram em ambos os locais usados como cativeiros, realizando a reconstituição dos fatos. A simulação foi registrada por filmagens e fotografias.



“No local, eles puderam relembrar melhor cada cena, dando riquezas de detalhes, confirmando-se suas versões sobre os crimes e seus motivos”, afirmou Biancardi Neto.
Até agora, ninguém foi preso, mas cinco criminosos foram identificados e indiciados por sequestro, cárcere privado, torturas psicológicas, falsificação de documentos e formação de quadrilha. A Polícia Civil aponta o nome de Acir Antunes das Neves como o suposto “testa de ferro” do grupo.


Caixões motivaram fuga
O pior momento descrito pela esposa do fazendeiro durante o sequestro ocorreu logo depois de ela escrever a mão um declaração de transferência das últimas propriedades que lhe restavam. Dentro de um barracão onde funcionava uma serraria, em Pinhão, a mulher avistou quatro caixões que seriam utilizados no enterro das vítimas após o assassinato.



Os bandidos diziam que todos seriam mortos, alegando a “queima de arquivos”. Quase sem esperanças, a mulher decidiu tentar a última cartada e, num descuido dos sequestradores, conseguiu contatar um parente.



“As vítimas conseguiram pedir a ajuda de terceiros e então fugiram do cativeiro, usando um veículo de uma testemunha que esteve no local para resgatá-las”, falou. Os bandidos realizaram uma perseguição ao carro até Guarapuava, mas não conseguiram recapturar os reféns.

Com informações do  - Diário de Guarapuava Douglas Belan

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