sexta-feira, 6 de abril de 2018

O que dizem os presidenciáveis sobre a ordem de prisão contra Lula



A ordem de prisão decretada nesta quinta-feira (5) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva repercutiu entre as principais lideranças políticas do país. Alguns dos pré-candidatos ao Palácio do Planalto foram até as redes socais e se posicionaram a respeito do mandado decretado pelo juiz Sergio Moro.

O senador Alvaro Dias (PR), pré-candidato pelo Podemos, publicou um vídeo nas redes sociais. Para o político, a prisão do ex-presidente, apesar de “lastimável” é um “avanço” para o país.
"É lastimável ver um ex-presidente da República ser conduzido à prisão. Mas é um avanço. A impunidade perdeu. O Estado de Direito prevaleceu. As leis estão governando os homens neste momento e nós estamos caminhando para a inauguração de uma nova Justiça no Brasil."

Após a ordem de prisão contra Lula, o deputado Jair Bolsonaro publicou uma mensagem de boa noite ao país no Twitter. Capitão da reserva do Exército, o pré-candidato pelo PSL disse à rádio Bandeirantes que Lula “é um transgressor como outro qualquer”. O sentimento, segundo ele, “não é de alegria, nem de tristeza. É o cumprimento da lei”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, provável nome do PSDB nas eleições presidenciais, disse no Twitter que a prisão de Lula “simboliza uma importante mudança que vem acontecendo no Brasil: o fim da impunidade".
É lamentável ver a decretação da prisão de um ex-presidente, mas tenho a convicção de que isso simboliza uma importante mudança que vem ocorrendo no Brasil: o fim da impunidade. A lei vale para todos.
— Geraldo Alckmin (@geraldoalckmin) April 5, 2018

Pré-candidato pelo DEM, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse em nota que “aqueles que têm responsabilidade pública (...) não podem celebrar a ordem de prisão de um ex-presidente da República”. Maia ressaltou, no entanto, que processo foi legal “submetido à mais alta Corte do Poder Judiciário, em que foi respeitado o amplo direito de defesa".
Usando o Twitter, Guilherme Boulos, pré-candidato pelo PSOL, criticou a prisão e ameaçou reagir a ordem da Justiça. "Não assistiremos passivamente. Haverá resistência democrática!".

Moro acaba de decretar a prisão de Lula. Não assistiremos passivamente. Haverá resistência democrática!
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) April 5, 2018
Outra que saiu em defesa de Lula foi Manuela D'ávila, pré-candidata pelo PC do B. A deputada estadual pelo Rio Grande do Sul postou foto ao lado do ex-presidente, em ato realizado no sindicato dos metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
Seguimos juntos! ✊ pic.twitter.com/28GjzwBGWp
— Manuela (@ManuelaDavila) April 6, 2018
Ex-ministro da Fazenda de Lula, Ciro Gomes disse estar acompanhando a situação "com muita tristeza”. Em nota, o pré-candidato pelo PDT afirmou que “não consegue ver justiça, muito menos equilíbrio em uma providência tão amarga, enquanto remanescem intocados notórios corruptos do PSDB".
 
— Ciro Gomes (@cirogomes) April 5, 2018
Boa noite 👍🏻🇧🇷!
— Jair Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 5, 2018
O decreto de prisão foi expedido horas após o Supremo Tribunal Federal negar na madrugada desta quinta-feira (5) o pedido de habeas corpus preventivo, protocolado pela defesa do ex-presidente Lula.
Em janeiro, o ex-presidente teve a condenação dada pelo juiz Sérgio Moro em primeiro grau, confirmada pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. Na ocasião, os desembargadores aumentaram a pena de Lula, de nove anos e meio, para 12 anos e um mês de prisão.

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