segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

La Niña pode reduzir chuvas no Paraná e prejudicar o cultivo de soja em algumas regiões


De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, a CONAB, o Paraná é o segundo produtor brasileiro de soja. O Estado produz mais de 19 milhões e meio de toneladas por ano, mas, a falta de chuva pode prejudicar o cultivo do grão. É o caso de Cascavel e Londrina. A boa noticia é que as chuvas estão voltando e, se as previsões estiverem corretas, não devem mais penalizar a cultura até o final do ciclo.


O aplicativo da Rural Tecnologia, chamado Cropview, monitora a atividade das lavouras baseado nas intercorrências climáticas. Ele indica de que forma o clima interfere no desenvolvimento da produtividade. A sócia da Rural Tecnologia, Cristina Queiroz, especialista há 30 anos em Agronegócios, cita o fenômeno La Niña, que causa redução de chuvas no sul da América do Sul.
“O oeste do Paraná, sempre que La Niña se manifesta, ele acaba sendo bastante prejudicado. Nós temos aqui a sinalização de menos chuva do que a média dos últimos dez anos e a simulação que eu fiz foi o plantio em 01/10 com cultivar de soja com ciclo de 110 dias. Ele parte com 100% de produtividade, mas o que nós vemos é que a partir de agora a chuvas começam a diminuir e penalizar este cultivar, que já entra na fase de florescimento.”
Segundo Cristina Queiroz, as chuvas que são previstas entre 30 de novembro e 9 de dezembro serão de 36 milímetros e isto acusa um déficit hídrico de 1 milímetro, ou seja, o cultivo vai ser penalizado em 1%.
O diretor executivo da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas, Clenio Debastiani, conta que o clima ficou muito irregular nos últimos meses.
“No início do cultivo, da semeadura, houveram secas que atrapalharam o início da semeadura. E agora, nos meses de outubro e novembro foi um excesso de chuva que causou também um atraso na semeadura nas regiões mais altas que plantam mais tarde. Os meteorologistas estão falando que existe uma neutralidade. Isto faz com que o clima fique muito irregular. Períodos de muitas chuvas, chuvas intensas e algum período um pouco mais longo sem chuva.”
A especialista em Agronegócios, Cristina Queiroz, dá mais detalhes de como o produtor pode conseguir o dado da propriedade dele para fazer um balanço hídrico.
“Se ele quiser saber o dado da propriedade dele, ele entra no contato@ruraltecnologia.com.br, manda um e-mail para a gente e diz: Olha, eu quero subir os dados da minha propriedade, eu tenho pluviômetro e eu vejo a chuva todo o dia às 7 horas da manhã e eu faço a medição. Ele entra em contato conosco e nós vamos explicar como ele faz para mandar o dado para a gente e aí ele passa a ter um balanço hídrico personalizado da propriedade dele.”
Caso o produtor queira fazer uma simulação da propriedade dele, é preciso acessar o site www.cropview.com.br e na tecla Experimente, escolher o município e fazer o cadastro.

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