quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Governo promete criar mais vagas no sistema penitenciário ainda em 2017

Luiz Alberto Cartaxo, diretor do Depen (Departamento Penitenciário do Paraná) e Wagner Mesquita, secretário estadual da Segurança Pública. (Foto: Divulgação SESP)

A Secretaria de Segurança Pública garante que, até o fim do ano, novas vagas no sistema penitenciário serão abertas, com a ampliação e construção de presídios, além da reforma de carceragens. A promessa foi feita durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16). Além disso, seis mil novas tornozeleiras eletrônicas devem ser compradas, totalizando 12 mil monitorados no Paraná, que já é o estado com o maior número de detentos que utilizam o equipamento em todo o Brasil. No entanto, a medida pode aumentar um problema já existente:
o índice de monitorados que deixa a bateria acabar propositalmente, evitando que o monitoramento aconteça. Para o secretário Wagner Mesquita, essa infração apresenta registros cada vez menores
Atualmente, cerca de nove mil presos estão em delegacias ou distritos policiais do Paraná, sendo que já deveriam estar no sistema penitenciário. Sindicatos de classes policiais estimam que esse número seja superior a 10 mil detentos. Em maio de 2014, o governador Beto Richa assinou um decreto que que proibia a permanência de presos nestas carceragens – o que não se cumpriu. A obra na cadeia de Campo Mourão deve ser concluída ainda neste ano. E, para o ano que vem, uma penitenciária terceirizada com celas modulares – ou ‘shelters’, deve ser implantada em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba.
O dinheiro aplicado vem do Fundo Penitenciário, do Governo Federal: R$ 50 milhões que foram liberados recentemente. No Paraná são 14 obras – entre reformas e novas construções – que devem ampliar em 7 mil vagas o sistema penitenciário estadual. Até o fim do ano, seis delas estarão em processo de construção. Já as outras oito obras devem começar em 2018.

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