quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Filho de pedreiro e doméstica vai para Harvard



E não é que deu certo a vaquinha online e o estudante de medicina Rafael José da Silva – filho de um pedreiro e uma empregada doméstica – vai poder bancar o intercâmbio em Harvard?
Até o momento a arrecadação pelo Catarse  já está ultrapassou 64 mil reais, 14 mil a mais do que ele precisava para o programa de intercâmbio de um ano.
Surpreso, Rafael disse que “não esperava conseguir tão rápido”
e que a viagem para os EUA já tem data: ele embarca no dia 08 de janeiro de 2018. (vídeo abaixo)
Com menos de duas semanas de campanha, Rafael atingiu sua meta e agora pode planejar a viagem com calma.
O estudante só tinha bolsa de US$ 500 dólares mensais, cerca de 1.600 reais, e decidiu fazer uma vaquinha online para tentar levantar o recurso necessário.

Sonho de ser médico
Rafael José da Silva, nasceu em Blumenau, Santa Catarina e, apesar de a família dele não ter condições financeiras, ele sonhava em ser médico desde pequeno.
A certeza veio quando a avó dele ficou doente.
“Minha vó paterna foi diagnosticada com câncer de reto em estágio avançado – e que foi algo que abalou muito minha família – e influenciou bastante minha escolha, cheguei inclusive a ajudar a cuidar dela por um tempo”, contou Rafael.
luno de escola pública desde o Ensino Fundamental, ele decidiu que queria estudar na USP, a maior universidade brasileira, mas não tinha dinheiro para pagar cursinho. O jeito foi rachar de estudar.
“Nunca fiz cursinho pré-vestibular e estudei por conta própria no ensino médio, preparando-me para o vestibular. No final do terceirão, a FUVEST (vestibular da USP), foi o primeiro e único vestibular que prestei. Fui aprovado na primeira tentativa e na primeira chamada”, lembrou.
Hoje, Rafael está no quarto semestre de medicina na USP e gasta o mínimo possível para sobreviver e se manter em São Paulo, longe dos pais.
Ele mora em um alojamento fornecido pela Faculdade de Medicina a estudantes carentes, a Casa do Estudante de Medicina e depende de bolsas para estudar e comer.
“Recebo bolsas de auxílio da faculdade: bolsa afinal (uma bolsa de auxílio financeiro, de 400 reais mensais), passe livre e bolsa alimentação (almoço e jantar de graça). Além disso, meus pais, obviamente, ajudam-me conforme eles podem”, conta.
Futuro em Harvard
Com as contas fechando, Harvard agora é uma realidade.
Ele se inscreveu este ano na Universidade norte-americana para fazer um intercâmbio de pesquisa científica e foi aprovado!
“Nesse programa, há vários laboratórios associados, da HSPH (Harvard School of Public Health) e da HMS (Harvard Medical School). O intercâmbio tem 1 ano de duração.
Durante esse período ficarei no laboratório do prof. Masanori Aikawa, da HMS e do Brigham and Women’s”, disse.
Ele deverá passar o ano de 2018 fazendo pesquisa científica na área da Cardiologia, e estudar temas como aterosclerose, que desenvolve placas de gorduras nas artérias do corpo e pode causar infarto e AVC.
“O valor que Harvard estima como custo de vida de 1 ano em Boston é de U$ 22.960,00”- mais de 70 mil reais, contou o estudante.

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