segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Estudantes criam app com botão secreto contra assédio sexual

Foto: Rodrigo Felix Leal / Metro Jornal

Duas estudantes do 9º ano do ensino fundamental criaram um aplicativo de smartphone para auxiliar mulheres em casos de assédio sexual dentro de ônibus e outros locais públicos.
O aplicativo funciona como uma sirene e um rastreador. Com auxílio de um botão, o celular pode emitir um alerta sonoro e ao mesmo tempo avisar parentes e amigos cadastrados com a localização da vítima em tempo real.
O aplicativo nasceu de um projeto escolar do Colégio Positivo.
O projeto chamado “SOS People” tem como lema “Ser Omisso não Salva as pessoas”. O aplicativo foi criado com trabalho das estudantes Eduarda Rossi, 14 anos, e Lara Prado, de 13.
A orientadora do projeto, Claudia Morgenstern, professora das alunas, afirma que o projeto contou com ampla pesquisa e consulta de especialista.
O aplicativo também pode apenas enviar a localização da vítima sem emitir o sinal sonoro. Com isso, nos casos em que o agressor está armado ou a vítima está em locais isolados, a polícia poderia ser avisada pelos contatos. Com o alerta, ataques mais graves poderiam ser impedidos a tempo
Um vizinho de uma das estudantes, profissional de TI e desenvolvedor de apps, ajudou materializar a ideia nascida do projeto escolar. Qualquer pessoa que presenciar um caso de assédio também pode acionar o aplicativo.
Com um sinal sonoro, estranho ao ambiente, os abusadores poderiam se afastar. A estratégia também é baseada no comportamento dos criminosos relatado pela delegada Samia Coser, da Delegacia da Mulher.
O “SOS People” ainda é um protótipo e agora terá o apoio da Positivo Informática para desenvolver e aperfeiçoar o serviço. As adolescentes vão se inscrever para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo. A intenção é colocar o aplicativo à disposição para download gratuito e cobrar uma taxa de aluguel do botão, ou parcelamento.
Diferencial do aplicativo, o botão é importado e custa em torno de 80 dólares. A ideia das estudantes é fracionar esse valor. Para isso, o projeto busca patrocinadores.

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