segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Água produtiva: driblando a seca agricultores investem em tecnologia para continuar produzindo



O estado de Goiás passa por uma grave crise hídrica que assola a população e as atividades que essencialmente necessitam de água. A seca é considerada a pior dos últimos 30 anos e o prognóstico de precipitação para os meses de setembro, outubro e novembro na Região Centro-Oeste continuam apontando chuvas abaixo da média.


Na agricultura, o regime de chuva irregular prejudicou o planejamento dos produtores e a população ainda enxerga o setor como um vilão da crise. No estado, em virtude da escassez hídrica na Bacia do Meia Ponte, o Governo decretou - no final do mês passado - situação de emergência por 90 dias e agora determinou redução de 50% na captação de água pela indústria e agricultura. Do total da água consumida na Grande Goiânia, 70% é captada para consumo da população e os 30% restantes pelo setor privado para abastecer indústrias e lavouras. Assim, o governo vai reduzir para 15%, até normalizar o abastecimento.

Longe de ser a grande vilã crise, e pelo contrário mais uma das vítimas, a agricultura terá parte de seus recursos cortados e os produtores já buscam alternativas de melhor aproveitamento da água. É difícil de imaginar uma região com graves problemas de seca produzindo com qualidade e em quantidade, mas esses resultados são totalmente possíveis quando falamos de agricultura sustentável. Os obstáculos de captação do recurso hídrico não impediram que alguns produtores conseguissem cultivar safras de bons rendimentos.

Na contramão da crise, o produtor rural Fabiano Nardotto, de Cocalzinho (GO), implantou recentemente o sistema de irrigação por gotejamento em 37 hectares e está cultivando sua primeira safra de inverno com milho pamonha. Na lavoura não falta água, o sistema gota a gota economiza a utilização do recurso e garante a nutrição adequada para as plantas. Os campos verdes mostram que o investimento valeu a pena. “Em períodos de racionamento os pivôs se tornam um vilão aos olhos da população, mas com a irrigação inteligente é possível poupar água, continuar produzindo e ter certeza de rentabilidade”, destaca Nardotto.

Na estação seca a oferta de água por meio de pivô central pode chegar a 600 mm durante o ciclo completo da cultura. Por sua vez, a irrigação por gotejamento consome em torno de 400 mm e transporta a água e nutrientes, através do sistema de Nutrirrigação, diretamente no sistema radicular das plantas, assegurando maior retorno em produtividade e qualidade dos cultivos, explica o engenheiro agrônomo da Netafim, William Damas. Além disso, a solução de irrigação gota a gota, por sua eficiência, permite irrigar uma área maior com a mesma quantidade de água disponível em relação aos demais métodos de irrigação.

Tornar a água mais produtiva, também foi objetivo de outra fazenda em Abadiânia (GO) irrigada por gotejamento subterrâneo. Em sua quarta safra de grãos, o produtor conseguiu alcançar produtividade de 19 toneladas/hectare de milho verde. Desde que a tecnologia foi implantada, safra de verão, safrinha e safra de inverno foram cheias, mesmo com o estado sofrendo graves problemas de falta de chuvas. Na propriedade são 51 hectares irrigados subterraneamente, que nos próximos meses já começará a receber os tratos para o ciclo 2017/18.

Os produtores estão cada vez mais preocupados com o melhor aproveitamento dos recursos naturais, ganho de produtividade e garantias de rentabilidade, sem precisar ficar à mercê dos mapas climáticos. O Brasil tem água o bastante para todos, mas precisa aprender a geri-la de forma mais eficiente e combater os desperdícios.

E para dar suporte ao produtor em safras mais produtivas, a Netafim oferece ao agricultor soluções completas de irrigação por gotejamento, nutrirrigação e quimigação. Por meio de tubos gotejadores que levam água, nutrientes e químicos diretamente na raiz da planta, o sistema auxilia no desenvolvimento pleno de cada um dos cultivos. Quando aplicada na área de absorção, o aproveitamento chega a 95% e a economia de água pode chegar a 60%, colaborando para que o produtor não comete eventuais desperdícios.

A irrigação inteligente em grãos, além de economizar em recursos como água e fertilizantes, também ajuda o produtor a economizar energia elétrica. Uma vez que o sistema é aplicado, a economia de energia chega a 40% quando comparado aos demais sistemas de irrigação. “São essas tecnologias que permitirão ao Brasil continuar sendo potência mundial na produção de grãos, sempre com o compromisso da sustentabilidade e rentabilidade”, reforça Damas.

Não só em Goiás, mas diversos estados brasileiros enfrentaram ou enfrentam crise hídrica. Em 2016 foi Vitória, capital do Espírito Santo, a passar por um inédito racionamento. E nos dois anos anteriores, 2014 e 2015, São Paulo sofreu a falência no abastecimento, com a redução drástica do Sistema Cantareira, reservatório que leva água a cerca de 8,8 milhões de pessoas. Esses históricos evidenciam a necessidade dos agricultores e o compromisso da Netafim em tornar a água cada vez mais produtiva.


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