segunda-feira, 22 de maio de 2017

JOSÉ RICHA FILHO CITADO EM DELAÇÃO - AFIRMA EM NOTA QUE NÃO PEGOU GRANA DA JBS

"Repudio as falsas afirmações a mim dirigidas pela pessoa do “delator” da JBS Ricardo Saud, de quem não recebi dinheiro algum."

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse neste domingo que não recebeu dinheiro algum da JBS durante a campanha de 2014 pelo PSDB. “Em 2014, sequer fiz parte do comitê financeiro de campanha do PSDB. Repito: não peguei e não recebi valor algum da JBS. O delator (Ricardo Saud) mente”, disse Richa Filho em nota enviada a imprensa.
“Repudio as falsas afirmações a mim dirigidas pela pessoa do “delator” da JBS Ricardo Saud, de quem não recebi dinheiro algum”, adianta o secretário.
Richa Filho diz ainda não aceitar “a violência que representa promover criminosos confessos da dilapidação milionária a ganhadores contemplados com o perdão de seus pecados, mediante o descredenciamento sistemático da boa política e das pessoas honestas que a integram”.
O secretário de Infraestrutura do Paraná diz ainda expressar “o sentimento da mais profunda repulsa e indignação, que se soma àquela dos milhões de cidadãos de bem que esperam justiça e punição aos responsáveis”, diz o que chama de “organizações criminosas que atuaram no Brasil e saquearam os cofres públicos”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Organizações criminosas atuaram no Brasil em conjunto com segmentos políticos, saquearam os cofres públicos, fizeram terra arrasada com festival de propinas e milionárias ampliações patrimoniais.
Mais do que isso, descobrimos agora: institucionalizou-se o modelo de desvio e incorporou-se nas entranhas do funcionamento do Estado um vultoso esquema de corrupção.
A tudo isso expresso o sentimento da mais profunda repulsa e indignação, que se soma àquela dos milhões de cidadãos de bem que esperam justiça e punição aos responsáveis.
Assim, não aceito a violência que representa promover criminosos confessos da dilapidação milionária a ganhadores contemplados com o perdão de seus pecados, mediante o descredenciamento sistemático da boa política e das pessoas honestas que a integram.
Em maior intensidade ainda, repudio as falsas afirmações a mim dirigidas pela pessoa do “delator” da JBS Ricardo Saud, de quem não recebi dinheiro algum. Em 2014, sequer fiz parte do comitê financeiro de campanha do PSDB. Repito: não peguei e não recebi valor algum da JBS. O delator mente.
Meus atos falam por si. Sei de minhas obrigações como gestor público, que deve ser de redobrada atenção, cuidado permanente e total compromisso com a coisa pública.
Ao tempo em que enalteço a Justiça como pedra fundamental da democracia, volto os olhos para o respeito ao Estado de Direito, vilipendiado pelo crime que compensa e pelo escárnio da voz do delator que acusa levianamente, tentando comprometer a presunção de inocência com a banalização da barbárie.
A política, de igual forma, representa um patamar estruturante da democracia. Sem a política decente, não há futuro decente para os nossos filhos.
Acusações manipuladas não podem vir ao encontro do enlace inquisitorial com nossas instituições, sob pena de proliferarem ondas sucessivas de violência que, ao fim e ao cabo, resultam no desmanche do Estado.
Confio na capacidade de discernimento das pessoas de bem, na afirmação da verdade e na atuação isenta da Justiça, fiel escudeira do respeito à lei e à manutenção do Estado de Direito. Repilo as suspeições oportunistas, que visam apenas a redução de pena de criminosos confessos. Urge que a Justiça separe o joio do trigo, e se manifeste com veemência após a necessária, rápida e profunda investigação de todos os malfeitos relatados. Acredito que ainda vale a pena ser honesto no Brasil. Mesmo que malfeitores tentem nos confundir com os canalhas.
José Richa Filho

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