quinta-feira, 9 de março de 2017

Tarifa da água terá aumento de 5,2% em 2017, confirma Silvestri

O Número salgado no bolso do consumidor  foi informado por  Cézar Silvestri presidente de Agência em audiência na Alep

A tarifa de água e esgoto cobrada pela Sanepar deve ter um aumento ( reajuste de 5,2%) em 2017.
Foto Pedro Oliveira - Divulgação


A informação foi dada pelo presidente da Agência Reguladora do Paraná, Cezar Silvestri, em reunião da comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa, ontem, e confirmada pelo líder do governo na Casa, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB). A ida de Silvestri ao Legislativo foi articulada pela bancada de oposição, que vinha criticando a suposta intenção da companhia de reajustar a tarifa em 26%. 

Segundo Silvestri, a Sanepar, na verdade, propôs um reajuste de 33%, mas a agência, mediante glosas de despesas e outros ajustes, reduziu esse índice inicial para 25,63%. Além disso, a Agepar resolveu “parcelar” esse aumento em dois ciclos tarifários ao longo de oito anos a partir de 2017. 
“Nós teremos esse ano um reajuste de 5,2% da tarifa de água, menor do que a inflação”, confirmou o líder da bancada governista na Assembleia. O aumento deve ser aprovado em reunião da Agepar no próximo dia 24, e entrar em vigor a partir de 1º de abril.
Além disso, outra mudança será a redução da referência de consumo mínimo de 10 metros cúbicos mensais para 5 metros cúbicos e a diluição da cobrança em várias faixas tarifárias. “Usuários que consumirem até 5 metros cúbicos de água terão uma redução de 5% nos valores atualmente praticados.E aqueles que consumirem até 8 metros cúbicos, de 3,6%”, disse Silvestri. “Neste caso, serão beneficiadas, além das 169 mil famílias abrangidas pela tarifa social, 4 milhões e 600 mil pessoas, ou 44% dos usuários. A tarifa social, que era de R$ 13,29 passará a ser de R$ 12,85”, explicou o presidente da Agepar. 
Consumo - O dirigente explicou ainda que o objetivo da agência é trabalhar para que, num período de cinco anos, os consumidores paranaenses venham a pagar tarifas referentes apenas àquilo que for efetivamente consumido, mesmo que inferior ao estabelecido como consumo mínimo. Ele se disse otimista com a possibilidade de que, dentro de dez anos, o Paraná alcance o expressivo índice de 90% da população atendida com coleta de esgoto.
Hoje, segundo Silvestri, o Estado tem 92,83% de sua população atendida com fornecimento de água, o que o coloca como o terceiro estado brasileiro nesse serviço. E 69,16% com acesso a coleta de esgoto, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Em municípios atendidos pela Sanepar, esses números seriam ainda mais significativos, pelo menos nas áreas urbanas: 99% dos habitantes com serviço de água e 100% com coleta de esgoto. 
Inflação - O deputado Requião Filho (PMDB) questionou se a agência deve aceitar os dados fornecidos pelas prestadoras de serviço ou se pode questioná-los. Silvestri respondeu que a Agepar tem independência e pode, inclusive, contratar uma auditoria quando tiver dúvidas em relação às informações recebidas para justificar reajustes de tarifa. 
O líder da bancada de oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), manteve as críticas ao aumento, lembrando que a Sanepar registrou lucro líquido de R$ 626 milhões em 2016 e alegando que o reajuste é incoerente com a crise econômica que o país atravessa. Ele destacou ainda que o aumento acumulado da tarifa entre 2011 e 2016 foi de 106%, contra uma inflação de 40,57% no mesmo período. “Mesmo que o reajuste de 26% seja aprovado de maneira escalonada, estaremos simplesmente remunerando aqueles que compraram as ações da Sanepar e que ganharam milhões de reais na Bolsa e que hoje estão exigindo o aumento tarifário”, apontou Veneri.

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA
LIGUE JA