sexta-feira, 3 de março de 2017

Padre é acusado de favorecimento à prostituição

O padre Jair há cinco anos envolveu-se em episódio com uma catequista e agora nova polemica com um Jovem

Um padre foi acusado de favorecimento à prostituição em Rosana. O inquérito, que também pede aplicação de medida cautelar para que o religioso não se aproxime da vítima, foi instaurado pelo Ministério Público Estadual (MPE).

A denúncia já foi recebida pela comarca de Rosana e as investigações apontam o possível envolvimento do padre nesta e em outras questões. Ele deverá apresentar sua defesa à Justiça dentro de 10 dias.

Consta no incluso inquérito policial que no dia 12 de setembro de 2016, na parte da manhã, na rua Maria Francisca Pereira, região central de Rosana, o Padre Jair Aparecido Favoretto, pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus em Maringá, induziu à prostituição um jovem de 18 anos.

Conforme apurado, o denunciado, que é Padre, possui um rancho de terras em Rosana, frequentando-o nos feriados e em alguns finais de semana.

No dia dos fatos, o denunciado, que embora seja Padre, tem um comportamento muito extrovertido, ofereceu R$ 20 ao jovem para que ele o masturbasse.

O induzimento a prostituição foi confirmado por algumas pessoas próximas à vítima, fato que não deixa dúvidas sobre a prática do crime.

 O judiciário recebeu a denúncia, mas considerou desnecessária a aplicação de medida cautelar.
 “Isto porque não vislumbro demonstrado nos autos, qualquer elemento de convicção que presuma que o denunciado possa querer se aproximar da pretensa vítima e seus familiares para propor acordo ou ameaçá-las com o fito de prejudicar a instrução processual. Ademais, se assim agir, eventualmente, poderá vir a cometer algum delito”, explica o magistrado.

Ademais, como está nos autos, a pretensa vítima e sua genitora é que ia até a casa do denunciado, e não o contrário. Aliado a isso, de se verificar que o denunciado reside na cidade de Maringá (PR), e só vem até Rosana em momentos de férias, demonstrando que raramente estará na mesma cidade que a pretensa vítima”, completa o juiz.

Apesar de indeferido o pedido de aplicação da medida cautelar, a denúncia por favorecimento à prostituição ainda será julgada pela Justiça após a defesa do acusado, “ressaltando-se que, caso venha aos autos novos elementos de prova que demonstre comportamento do denunciado no sentido de que possa tentar intimidade ou coagir a vítima ou testemunhas, tal medida pode ser aplicada, sem prejuízo de outras que se fizerem necessárias”.

O padre Jair há cinco anos envolveu-se em episódio com uma catequista  a materia foi destaque pelo Jornalista  Rigon, a jovem  chegou a pedir indenização por danos morais e, depois, recuou.
Fonte: AN Notícias com Maringá Manchete

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