quarta-feira, 8 de março de 2017

GUARAPUAVA: Agora Denunciados da operação contra o tráfico " Bala da Noite" passam a ser réus em ação


A Justiça recebeu denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), na terça-feira (7), contra 16 pessoas investigadas na operação Bala da Noite. Agora, os suspeitos passam a ser réus em ação penal que apura suposto envolvimento em crimes de tráfico de drogas, principalmente ecstasy, em Guarapuava.
De acordo com a Polícia Civil, que deflagrou a operação em dezembro de 2016, dos 16 denunciados, 15 continuam presos e uma jovem de 23 anos está sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.

Na denúncia do MP-PR, baseada em inquérito policial, são narrados 100 fatos contra os envolvidos.
Destes, a juíza Helênika Valente de Souza Pinto, da 1ª Vara Criminal de Guarapuava, aceitou 95, que serão julgados no processo. Em breve serão marcadas as audiências de instrução, quando são ouvidos os réus e as testemunhas de acusação e defesa.


Os réus devem responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Se condenados, a pena pode variar de cinco a 15 anos de prisão, inicialmente em regime fechado, conforme a lei.
Investigações
As investigações da Polícia Civil começaram em março de 2016, quando um traficante foi preso com cocaína e fez acordo de delação premiada. No dia 8 dezembro, a operação foi deflagrada.

Na delação, o suspeito apontou os empresários Cláudio Cantelli Junior e Rodolpho Scherner Neto como os líderes do tráfico de ecstasy na cidade. 
Segundo as investigações, o grupo era dividido em dois núcleos. Junior e Neto exerciam os papéis principais em cada um deles. Conforme o delegado da Polícia Civil, Alysson Souza, os dois faziam compras em Curitiba e na região metropolitana.
“O delator nos informou que no início de 2016 eles teriam se unido para adquirir 700 comprimidos de ecstasy nessas regiões”, relatou. “A união desses dois líderes era esporádica. Não eram sócios definitivos. Isso, porém, já é suficiente para que eles respondam por associação criminosa", completou.
Atuação
O MP-PR e a Polícia Civil afirmam que todos os envolvidos atuavam em festas de música eletrônica e em casas noturnas de Guarapuava. Eles também entregavam as drogas perto de escolas e universidades.

Foram apreendidos pelo menos cinco carros de modelos esportivos de alto valor e outros cinco veículos, além de dinheiro e drogas.


Defesa
O advogado de defesa Claudio Dalledone Junior disse que vai responder à acusação e mostrar o quão vítimas os envolvidos são das drogas. “Mais uma vez jovens de classe média se veem envolvidos em acusação por tráfico de drogas e se abre debate na sociedade. São traficantes ou vítimas do tráfico?”, indagou.

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA
LIGUE JA