quinta-feira, 23 de março de 2017

Caso de menina de 11 anos grávida gera revolta no Parana

Gravidez precoce apresenta riscos maiores à saúde da mãe e da criança (Foto: Pixabay)

A mãe de uma menina de 11 anos registrou Boletim de Ocorrência porque a filha está grávida de dois meses. 


A mãe teria registrado B.O. porque gostaria que a menina realizasse um aborto, o que é permitido em caso de estupro. 
No caso, não há, por enquanto, nenhuma suspeita de que houve abuso, mas o artigo 217 considera "estupro presumido" o fato de se "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos".
A menina disse que revelará o pai da criança apenas para o padrasto, que é caminhoneiro, está viajando e retorna a Ponta Grossa ( cidade onde o fato foi registrado)  nesta sexta (24).

 A delegada do caso, Ana Paula Cunha Carvalho, afirmou   que já foi feito contato com o homem e ele comparecerá à delegacia. A menina ainda não foi oficialmente ouvida.

Suspeita-se que o pai da criança também seja menor de idade, até mesmo um colega da escola. A idade do envolvido afeta diretamente o caso - há diferentes caminhos jurídicos caso ele tenha menos de 12 anos, entre 12 e 14 ou mais de 15. 

 A mãe da criança afirmou ao Canal RIC que a filha vem "mantendo a sua rotina normalmente, inclusive indo para a escola", e que "não tem a noção exata do que está acontecendo".

O Brasil está em 49
o lugar em uma lista de gravidez precoce em 213 países. Dados de 2011 mostram que 25 mil meninas de 10 a 14 anos ficaram grávidas naquele ano.

A gravidez precoce tem riscos maiores de aborto esponâneo, nascimento prematuro, má nutrição e menor desenvolvimento do feto. 


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