quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como usar a segunda parcela do 13º salário?


O 13º salário é uma renda-extra bastante esperada pelos brasileiros, mas não para atender suas satisfações pessoais e levar a realização de seus sonhos, como um presente. Pelo contrário, desde 1962, quando foi criado, muita gente aguarda ansiosamente o beneficio para cobrir o seu desequilíbrio financeiro. Muitos até recorrem aos bancos que oferecem a antecipação desse recurso como uma forma de empréstimo, para conseguir quitar dívidas ou amenizá-las.

Usar o 13º salário para isso é combater apenas os efeitos do endividamento, e não a causa. Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema, que é a ausência de educação financeira em toda família. O pagamento das dívidas contraídas precisa ser feito com o próprio salário, e se houver dificuldades é necessária uma redução de gastos. Em todos esses anos de experiência, vejo que a grande maioria das pessoas que estão nessa situação não respeita o seu próprio padrão de vida.
É apenas sabendo exatamente o quanto entra e o quanto sai do bolso mensalmente que é possível administrar os gastos sem ficar no vermelho. Assim, mesmo se for necessário entrar em um financiamento para a realização de um sonho, que não seria acessível no memento desejado de outra forma, é importante avaliar se as parcelas, de fato, caberão no orçamento, levando em conta todas as outras despesas e os demais sonhos.
Portanto, antes de ir compulsivamente às compras neste final de ano, faça um diagnóstico da sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis para descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas. Investigue para onde está indo cada centavo do seu dinheiro. Só assim conseguirá saber quais são os gastos supérfluos que podem ser eliminados.
Verifique se está altamente endividado, ou seja, se já tem mais despesas do que seu bolso suporta. Certifique-se de que, mesmo estando no azul, irá conseguir pagar as compras que pretende fazer, lembrando que ao entrar em endividamentos agora, estará criando parcelas que se arrastarão pelo ano seguinte.
Portanto, faça escolhas que estejam dentro do seu padrão de vida. Se as condições não permitem, procure opções mais prazerosas e de menor valor. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano, então pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das festas e experimente estipular um valor máximo a gastar com cada item. Na hora de pagar, peça desconto, sempre.
Felizmente, nem todos estão endividados. Quem está em uma situação mais confortável, de equilíbrio financeiro, mas ainda não tem o hábito de poupar, pode aproveitar a chegada do 13º salário para iniciar uma reserva e manter essa prática de poupar.
Para quem já tem perfil investidor, o 13º é uma ótima oportunidade para incrementar o investimento. 50% pode ser destinado para alguma aplicação que já possua e os outros 50% pode servir para planejar um salto em direção à sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada.
E lembre-se: fim de ano é tempo de fazer planos para o futuro. Aproveite para reunir a família, inclusive as crianças, para conversar sobre o que querem realizar no futuro. Definam pelo menos três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados: curto (em até um ano), médio (em até dez anos) e longo (acima de dez anos). Acredite, esse será um fator de motivação, um grande estímulo para ajustar e conduzir o orçamento familiar.

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