segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Governo recua e decide manter contraturno nas escolas estaduais após forte reação


Durou apenas um dia a suspensão das aulas de contraturno da rede estadual de ensino, tomada na sexta-feira (18), pelo governo estadual. Após a mobilização de pais, alunos e professores, o governador Beto Richa decidiu voltar atrás e retomar as aulas. A decisão foi anunciada pelo Chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni na noite de sábado (19). O Palácio Iguaçu avaliou que os R$ 4 milhões que seriam economizados são insignificantes diante dos prejuízos que a suspensão das aulas neste ano causaria tanto aos estudantes e professores, quanto à imagem do governo. Porém, é preciso economizar o montante e o governo ainda vai decidir de onde irá retirar os recursos que deixarão de ser economizados.

A decisão de acabar com o contraturno nas escolas estaduais provocou uma forte reação de toda a comunidade escolar. No contraturno, alunos fazem atividades em algumas escolas e, assim, deixam de ficar nas ruas, sem ter o que fazer.
De acordo com a APP-Sindicato, a media iria prejudicar cerca de cinco mil professores(as), além de milhares de estudantes. A decisão de suspender programas e projetos de contraturno teria sido tomada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed), com a orientação da Secretaria da fazenda, sem discussão com a comunidade escolar. Houve protesto. As direções das escolas prejudicadas convocaram mães, pais, estudantes e educadores em atos de repúdio contra o fechamento de programas e projetos – Mais Educação, Hora treinamento, Salas de apoio à aprendizagem.
No final de semana, os chefes dos núcleos regionais de ensino já foram comunicados sobre a determinação do governador para que o contraturno seja retomado

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