terça-feira, 22 de novembro de 2016

Aumento nos roubos e desvios de cargas faz crescer busca por serviços de escolta no PR



Paraná tem três roubos de carga por dia, nível recorde, segundo a polícia. Em 11 meses, número supera em 12% o total registrado ano passado

O índice de roubo de cargas no Paraná atingiu um nível recorde em 2016, segundo dados da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas. Até o dia 7 de novembro, 895 ocorrências foram registradas em todo o Estado. Durante todo o ano passado, foram 795 registros: em 11 meses, o número de casos já superou em 12,6% o total de 2015, com a média de casos saltando para três por dia. Nesse contexto, as empresas de segurança privada têm registrado aumento nas contratações de escoltas urbanas, que ajudam a minimizar e evitar roubos e desvios de cargas.


“Isso ocorre principalmente nos serviços de entrega de mercadorias, em que a quantidade transportada é menor, exigindo dos criminosos uma logística diferente e menos organizada que a usada no transporte rodoviário. A escolta armada deve ser acompanhada por um bom gerenciamento de risco, que inclui planejamento da viagem, evitando rotas e horários com mais probabilidades de sinistro, rastreamento da carga e da escolta e outra ações preventivas”, analisa Maurício Smaniotto, diretor do Sindesp-PR (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná).

Prevenção

De acordo com o delegado Marcelo Lemes de Oliveira, o aumento no número de registros segue uma tendência nacional.  O índice de recuperação de cargas, porém, é relativamente baixo, ficando em torno de 30%, enquanto o índice de caminhões recuperados chega a 90%. “As quadrilhas são extremamente organizadas, preparadas para essas ações criminosas e já com toda uma logística para receber, estocar e depois distribuir. São profissionais do crime, infelizmente”, afirma o delegado.

Smaniotto explica que o serviço de escolta armada busca garantir a entrega de bens e mercadorias de alto valor em caráter preventivo, mas que é preciso cuidado com empresas clandestinas – sem autorização da Polícia Federal – que exercem a função. “A execução deve obedecer critérios que dificultem ao extremo a ação de criminosos, realizada em conformidade com a Lei 7102/83 e suas portarias, e executada por empresa de segurança privada autorizada para esta atividade. Escoltas realizadas com motocicletas ou carros descaracterizados são ilegais, por exemplo”, pontua.

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