terça-feira, 25 de outubro de 2016

Governo vai punir professores que incentivam invasões, diz Rossoni



O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni pediu nesta segunda-feira (23) que a sociedade se manifeste sobre a invasão das escolas da rede estadual. Segundo ele, o sentimento é de que a maioria dos pais e alunos é contra as ocupações e quer o retorno das aulas. “Hoje, está prevalecendo a vontade da minoria. A maioria dos estudantes está preocupada em acabar o ano letivo”, afirmou ele.

Segundo Rossoni, há fortes indícios de que os jovens estão sendo estimulados a cometer atos ilegais. “Temos informações documentadas de professores incentivando as invasões e orientando estudantes a queimar carteiras escolares e até a incendiar ônibus. Vamos investigar e punir estas pessoas”, informa Rossoni.

Ele também relata que diretores, professores e estudantes que querem a volta das aulas sofrem intimidação daqueles que apoiam a ocupação das escolas. “A situação é preocupante. Inibem e amedrontam quem quer retomar as aulas”, afirma o chefe da Casa Civil.

Rossoni disse que o governo quer desocupações pacíficas e que os diretores dos colégios estaduais estão orientados a acionar o Conselho Escolar, o Conselho Tutelar, o Ministério Público, Associação de Pais e Mestres e outras instituições públicas e privadas para ampliar o diálogo com os grupos que ocupam escolas e convencê-los dos prejuízos causados aos demais estudantes.

GREVE – O secretário também se manifestou sobre a continuidade da greve do magistério, salientando o radicalismo da decisão do sindicato dos professores. “Os sindicalistas da APP têm dificuldade de lidar com a verdade. Prevalece o radicalismo”, afirmou.

Ele ressalta que o governo está aberto ao diálogo e deseja o fim da greve. Para isso, aceitou a proposta feita pelos sindicatos de retirar da Assembleia Legislativa a mensagem que autorizava o adiamento da data-base dos servidores. “No fim, não conseguiram aprovar nem a proposta que eles mesmos fizeram, e a greve continua”, afirma.

“Enquanto prevalecer o radicalismo, toda a sociedade paranaense sairá prejudicada”, completou.

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