quarta-feira, 5 de outubro de 2016

De cada 10 pessoas que reagem a assalto, apenas duas conseguem se salvar


De cada dez pessoas que reagem a assaltos, apenas duas conseguem se salvar. De acordo com o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR), em 80% ou 90% dos casos as vítimas são baleadas ao tentarem resistir ao crime
“A orientação é sempre não reagir. Nós temos dados que mostram que confrontar o bandido não vale a pena. A vida vale muito mais do que um trocado, uma joia ou celular”, disse Laiola em entrevista.

Ainda de acordo com ele, na maioria das vezes, o criminoso não tem interesse em entrar em luta corporal com a vítima. “A tendência é que ele use a arma ou a faca logo de cara. Em algumas situações, a pessoa acha que o bandido está sozinho e pensa que pode reagir, mas sempre tem um comparsa dando cobertura. O ideal é manter a calma e não tentar fugir, isso vai diminuir a possibilidade da pessoa ser baleada ou ferida”, completou o delegado.
Recentemente, dois casos de reação a assaltos chocaram os moradores do Paraná. Neste domingo (2), o garçom Roderlei Willy, de 47 anos, morreu no Hospital Evangélico, em Curitiba. Ele estava internado em estado grave desde o dia 19 de setembro, quando foi baleado durante um assalto no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.
Na ocasião, Roderlei tentou salvar uma mulher que foi rendida por dois homens armados na Avenida Manoel Ribas. Ao dar a rasteira em um dos ladrões, ele acabou surpreendido pelo outro que dava cobertura.
Em Curiúva, no Norte do Paraná, um pai foi morto ao enfrentar assaltantes que estavam roubando o filho na frente da casa da família. Everaldo Izídio foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no fim de semana.
Via Radio Banda B

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA

ENTRE EM CONTATO - SUA PAUTA
LIGUE JA